Em entrevista concedida em 2012, Shaun falou sobre sua infância, influências e música.
Galera, hoje estamos estreando uma seção nostalgia do portal Seether World. Aqui vamos tentar relembrar grandes entrevistas, vídeos, e materiais antigos envolvendo o Seether. E pra começar com o pé direito, nada melhor que trazer essa excelente entrevista, totalmente traduzida. O bate papo foi realizado pela Glide Magazine, e conduzido pela jornalista Leslie Michele Derrough, em Janeiro de 2012... logo após o lançamento do álbum Holding OnTo Strings Better Left To Fray.
Então curtam aí...
PS: Algumas adaptações foram feitas no texto para facilitar o entendimento.
Leslie: Shaun, você nasceu na África do Sul. Como foi crescer lá?
Shaun: Eu cresci em uma fazenda de porcos. Meu pai comprou uma fazenda quando eu tinha cinco ou seis anos de idade. Meu irmão e eu saímos da casa da nossa mãe e fomos morar com ele. E eu vivi lá até completar dezoito anos. Nós morávamos a umas 20 milhas da escola. Ele nos levava, depois dirigia 1 hora e meia até o trabalho e depois voltava e nos buscava. Fazia isso todos os dias. Mas foi basicamente correndo por aí, fazendo coisas de criança em uma fazenda. Andando de bicicleta, subindo em árvores e coisas do tipo. Uma educação padrão-fazenda mesmo. Com o tempo as coisas ficaram mais perigosas, tivemos que ir para a cidade. Alguns agricultores começaram a ser atacados e ter problemas em suas fazendas, então tivemos que nos mudar para um ambiente mais seguro.
Leslie: Isso soa assustador...
Shaun: Sim... nossa fazenda era toda aberta. Durante quatro ou cinco anos não tinha sequer barras nas janelas. Havia portões de segurança, tivemos que colocar cerca elétrica. Agricultores eram um alvo fácil. Suas propriedades normalmente ficam distante dos vizinhos. São isolados. Principalmente agricultores idosos. Era comum ouvir histórias na minha família de agricultores que foram atacados e cortados em pedaços. No Zimbábue era pior, pois eles reivindicavam terras e pra isso matavam os agricultores, mas aqui eles estavam apenas roubando coisas e fugindo. Era um país administrado por um dos governos mais corruptos da história. Eles prometem uma série de coisas para as pessoas e não fazem nada. Então essas mesmas pessoas precisam fazer algo para viver, e infelizmente, a violência se torna uma alternativa.
Shaun: Nós vivíamos em uma cidade chamada Pietermaritzburg e era basicamente o últimos anos do ensino médio. Foi quando eu me mudei para Johanesburgo. Comecei a estudar e fui para a faculdade, tentando um bacharelado em tecnologia. Eu estava caminhando para ser um joalheiro. Eu fiz dois anos e meio de um total de três anos e acabei tendo que sair porque a banda tava exigindo um tempo integral. Felizmente ela deu certo (risos), senão, provavelmente agora eu seria um joalheiro de algum lugar da África, trabalhando por um salário mínimo.
Leslie: Quantos anos você tinha quando se mudou?
Shaun: Logo após o colegial eu me mudei pra Londres. Morei lá por dois ou três meses. Depois voltei e comecei a estudar. Eu tava meio chateado por volta de 1999 e 2000. E foi nessa época que começou a banda e entrei na faculdade. Em seguida nós conseguimos um contrato com uma gravadora da África do Sul, chamada Muskeeteer Records, isso em 2001. Quando assinamos o contrato, eu larguei a faculdade no último semestre, e fui cuidar da banda. Senti que precisava fazer isso. Nós não tínhamos um gerente, então era eu mesmo quem administrava. Em 2001 ainda nós conseguimos uma vitrine, subimos em um avião e fomos para os EUA.
Leslie: Deve ter sido emocionante...
Shaun: Yeah, definitivamente. É aquele momento em que você dá um passo importante na sua carreira onde você se torna a maior banda do seu país, tendo que trabalhar todos os dias. Todos látrabalhavam de segunda a sexta e depois, saiam no final de semana pra fazer um show aqui ou ali. Não tinha como você se sustentar fazendo shows lá. Você toca basicamente em bares e discotecas. O onibus de turnê era basicamente as pessoas alugando uma van, ou cada um indo com seus carros para os locais do show. É um país do tamanho do Texas, e existem apenas umas quatro ou cinco grandes cidades para você tocar, então é tudo muito limitado.
Leslie: Como é o cenário musical por lá?
Shaun: Várias bandas estão tentando o sucesso por lá, como em qualquer outro lugar. Infelizmente, não existem muitas que conseguem assinar um contrato. As gravadoras na África, basicamente redistribuem alguns sucessos internacionais. Então basicamente eles colocam a bunda na cadeira e esperam algo ficar popular na rádio. Isso paga suas contas, então porque eles precisariam de bandas locais? De vez em quando alguma banda consegue assinar algo, mas é raro. É apenas mais uma país difícil de se conseguir um contrato. E sem contrato você se torna apenas um músico fracassado e adulto. Felizmente nós conseguimos o negócio com a Wind-Up, senão provavelmente eu teria que reavaliar a nossa situação. Na época minha namorada estava grávida, eu estava sem dinheiro. Eu teria que sair da música. Eu voltaria para a faculdade, completaria o último semestre e sairia atrás de um emprego de verdade em algum lugar.
Shaun: Quando eu era criança? A primeira vez que a música me tocou eu tinha cinco anos. Minha mãe nos levou para assistirmos um filme chamado Jock of Bushveld. Era um daqueles filmes onde você acaba se apaixonando pelo cão e no final ele morre. E esse filme fala sobre o dono ter atirado no cão por acidente, porque havia confundido-o com uma raposa. E no filme tocou uma música chamada "Spirit of the Great Heart" de Johnny Clegg. E eu lembro que no momento a música só me comoveu porque eu estava muito triste pela morte do cão. E cada vez que eu ouvia a música no rádio, mesmo anos depois disso, eu ficava meio emotivo. Eu pensava: "Cara, essa música é poderosa". E foi assim que eu entendi o verdadeiro poder da música.
Não havia muitas bandas para vermos quando eu era criança. Então quando eu tinha uns dez ou 11 anos, existia uma chamada Mango Groove. Eles tinham um ritmo muito africano, com uma menina de branco cantando, então eles vieram na escola e tocaram. Eram uma banda enorme na época. Eles tocaram no teatro da escola e eu achei super legal ver todos aqueles músicos no palco. A energia que tinha sobre eles. Parecia ótimo.
Leslie: Conte sobre a sua primeira banda.
Shaun: Eu comecei a tocar na minha primeira banda quando eu tinha uns doze anos. Era legal estar em uma sala com seus amigos, e por mais horrível que pudesse parecer no momento, você achava impressionante estar ali, fazendo aquele barulho, onde ninguém mais estava. Essa foi a primeira banda que eu montei e se chamava Molliestone. Era o nome da diretora anterior da escola, e nós batizamos a banda só por causa disso. Era legal porque ninguém sabia de onde vinha o nome. Eu estive em outras bandas com a Monkey Spank ou Free Beer. Sabe quando você é criança e acha que não tem nada a perder? Eu simplesmente fiz o que eu quis. E a Monkey Spank era a banda que eu tinha ficado mais tempo.
Leslie: Você cantava em todas essas bandas ou apenas tocava?
Shaun: Sim eu cantava. Eu sempre era o vocalista. Haviam várias bandas em que eu era o guitarrista, o baixista, o baterista, Mas geralmente em bandas que não me deixavam tocar guitarra. Na primeira banda eu era o vocalista, depois entrei para outra banda onde eu tocava baixo. Na Monkey Spank eu cantava e tocava baixo. Basicamente eu fui obrigado a aprender a tocar baixo nessa banda. Nós não tinhamos baixista e era muito mais fácil de aprender a tocar, então eu fiz isso por um tempo. Basicamente a primeira banda em que eu cantava e tocava foi essa.
Leslie: Quando você percebeu que poderia cantar e que tinha uma boa voz?
Shaun: Eu não sei. Quero dizer, eu não gosto muito da minha voz. Mas na escola eu sempre estava no coro ou nos trabalhos de música. Só que depois de um tempo perdeu a graça, então acabei formando a banda. Mas lógico, na escola os musicais eram anuais, e sempre haviam situações em que tinha que cantar solo e coisas assim.
Shaun: Existe sempre aquela insegurança quando você sobe em um palco. Lógico que com o tempo as coisas se tornam mais fáceis. Mas quando você está fora da estrada por um tempo, tipo, uns seis meses, a hora você vai subir em um novamente vem aquela idéia de "Oh Meu Deus, o que eu to fazendo?" Eu esqueço como toca alguma música, ou algumas letras. Mas na maioria das vezes não levamos isso muito a sério. Chega a ser divertido, então a gente apenas curte isso. Então eu não gosto de pensar muito a sério nesse assunto. Pensar que não pode cometer erros. Isso é besteira. A música tem que ser em prol da música, tem que ser divertido, isso é Rock'n Roll. Nada além de liberdade. Então nós olhamos pra isso dessa forma.
Acho que o John leva isso mais a sério, porque ele tem de carreira mais tempo do que temos de estúdio. Ele era baterista do The Nixons a um tempo atrás. Então ele é um pouco mais centrado com tudo isso. Mas o Dale e eu tomamos alguns cocktails de vez em quando então é natural cometermos uns erros aqui e ali. Mas o Johnny é o cara que equilibra as coisas. Sendo um trio é bom ter um cara como ele, e com o Dale no baixo fica ritmicamente sólido. Eu me sinto muito mais livre do que quando tínhamos outro guitarrista. Era preciso tocar com outro cara, e agora que não tem mais ninguém lá eu posso ser mais criativo e mais espontâneo em alguns momentos. Então pra mim, mesmo tendo que mais o que fazer, eu gosto.
Leslie: Você se lembra qual foi a primeira música que tentou escrever?
Shaun: Sim. Era uma canção chamada 69 Tea, e está no Disclaimer. Ela foi a primeira que eu lembro de ter escrito. Eu tinha escrito canções em bandas anteriores a isso. Quero dizer, eu tinha quinze ou dezesseis anos de idade, então eu pensava "Ah, isso é só pra mim e pra mais ninguém", Eu passei muito tempo na minha adolescência apenas no meu quarto tocando guitarra. Eu costumava ter fitas e cassetes de músicas que eu queria apenas sentar e gravar. Infelizmente eu perdi todas elas, mas felizmente, algumas ainda ficaram comigo. Com o passar dos anos, eu consegui mostrar pra umas bandas lá da Africa. Mas 69 Tea foi nosso primeiro single na África do Sul, foi basicamente a música que nos colocou no mapa. Essa é uma memória muito boa.
Leslie: No seu mais recente CD, a minha música preferida é Forsaken. Ele tem letras muito poderosas como essa?
Shaun: Se eu olhar para trás, para as canções que eu escrevi, provavelmente há uns dez anos em comparação com as músicas que escrevo agora, eu acho que já faz um bom tempo que as letras amadureceram e se tornaram diferentes. E agora, quando penso sobre elas, eu tento algo mais artesanal, que combine mais. Porque de repente chega um momento em que "Ok, vamos escrever umas letras, me dê cinco minutos", eu tenho que estar familiarizado com elas, eu tenho que gostar delas, porque se isso não acontece, se você não se sente confortável com elas, então você ainda não está certo consigo mesmo, de que elas estão prontas. Então surge uma vulnerabilidade interessante. De como as coisas tem que fluir enquanto você está aprendendo a música.
Shaun: Se eu olhar para trás, para as canções que eu escrevi, provavelmente há uns dez anos em comparação com as músicas que escrevo agora, eu acho que já faz um bom tempo que as letras amadureceram e se tornaram diferentes. E agora, quando penso sobre elas, eu tento algo mais artesanal, que combine mais. Porque de repente chega um momento em que "Ok, vamos escrever umas letras, me dê cinco minutos", eu tenho que estar familiarizado com elas, eu tenho que gostar delas, porque se isso não acontece, se você não se sente confortável com elas, então você ainda não está certo consigo mesmo, de que elas estão prontas. Então surge uma vulnerabilidade interessante. De como as coisas tem que fluir enquanto você está aprendendo a música.
Então você faz outras canções ao longo dos anos. Por exemplo, digamos que você precise fazer uma demo de 1 ano e meio antes de gravar. No momento em que você entrar no estúdio para gravá-la, você conhece a música tão bem que não se preocupa tanto com a letra. Eu senti como se na maior parte do tempo, inconscientemente, as coisas saíssem naturalmente, e eu apenas escrevi e refleti sobre isso.
Eu acho que agora finalmente eu tenho tempo de olhar com calma para as letras, e sobre isso o Brendan O'Brien foi bem inflexível. Ele disse "Antes de fazer os vocais eu quero uma cópia das letras pra me certificar que elas vão fluir naturalmente". Ele tem um olhar muito técnico. Ele dissecou várias partes da canção enquanto vários produtores não se preocuparam com isso. Eles estão mais preocupados em fazer o álbum soar como seus próprios álbuns. Já o Brendan fez um álbum da banda, e não do Brendan O'Brien.
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| Brendan O'Brien |
Leslie: Sim, ele é realmente um dos melhores...
Shaun: Sim e há uma razão pra isso. Ele é um cara ótimo e é muito fácil trabalhar com ele. Ele raciocina rápido. Nós temos um monte de canções feitas, com demos, mas não possuem letras então não ficaram prontas. Então seria legal sentarmos e trabalharmos elas com ele no estúdio. Seria algo muito legal. Eu gosto disso. Porque normalmente você aprende uma música tão bem, com exceção das letras. Em seguida você vai gravar algo que você vinha tocando direto por três semanas, então você quer ensaiar isso, não quer cometer erros, e fazer tudo o mais rápido possível, pra economizar dinheiro, tempo e etc... Por isso mesmo o Holding levou 30 dias pra ficar pronto, foi o disco que terminamos mais rápido e ao mesmo tempo o que estava menos preparado (risos). E isso aconteceu porque o Brendan acreditou em nós e ficou a vontade pra isso. Ele nos deu credibilidade e isso nos motivou muito naquele tempo.
Leslie: Minha outra canção favorita é Roses...
Shaun: Sim, são as duas um pouco mais dramáticas (risos). Existe muito drama nelas, dá uma sensação de, sei lá... O Fantasma da Ópera (risos). Brendan jogou a introdução do piano e disse: "Eu preciso de um cabo agora"... sei lá... essas músicas deveriam estar em filmes como Crepúsculo (risos). Definitivamente existe mais drama nelas, e eu gosto disso. Não é necessariamente ruim. É um aceno talvez para bandas como Muse ou Radiohead, até porque queríamos fazer algo que fosse diferente para nós também. Nós queremos evoluir. Queremos manter um pé na porta, mas também queremos nos sentir a vontade para seguir em frente, fazer coisas novas. É natural você querer manter a essência da banda, sem perder muito com isso, mas ao mesmo tempo é bom se sentir livre para explorar, e se o resultado não for ruim, vamos gravá-la.
Leslie: Quem foi sua maior influência como músico e porque?
Shaun: Sim, são as duas um pouco mais dramáticas (risos). Existe muito drama nelas, dá uma sensação de, sei lá... O Fantasma da Ópera (risos). Brendan jogou a introdução do piano e disse: "Eu preciso de um cabo agora"... sei lá... essas músicas deveriam estar em filmes como Crepúsculo (risos). Definitivamente existe mais drama nelas, e eu gosto disso. Não é necessariamente ruim. É um aceno talvez para bandas como Muse ou Radiohead, até porque queríamos fazer algo que fosse diferente para nós também. Nós queremos evoluir. Queremos manter um pé na porta, mas também queremos nos sentir a vontade para seguir em frente, fazer coisas novas. É natural você querer manter a essência da banda, sem perder muito com isso, mas ao mesmo tempo é bom se sentir livre para explorar, e se o resultado não for ruim, vamos gravá-la.
Leslie: Quem foi sua maior influência como músico e porque?
Shaun: Eu acho que quando comecei, a minha primeira influência definitivamente foi Kurt Cobain. Eu tinha 12 ou 13 anos e tava completamente perplexo com o Nevermind. Ele soava intenso e vulnerável ao mesmo tempo. Era emocional. Simbolizava pra mim tudo que um garoto que havia acabado de atingir a puberdade sentia e foi realmente importante pra mim. E o fato dos meus pais odiarem também ajudou (risos). Foi uma vitória pra mim. Sentar no meu quarto e aprender a tocar as músicas. Isso foi o que realmente me inspirou a começar e honestamente, desde então, eu não tenho tido muitas inspirações, lógico, Tom Morello do Rage Against The Machine ou Dimebag Darrell do Pantera, esses são os caras que você quer aprender algumas de suas canções e seguir em frente. Mas eu nunca quis ser como algum deles quando criança. Claro, eu queria ser como o Nirvana, mas a medida que o tempo passa você descobre tanta coisa. Eu por exemplo amei PJ Harvey, Portshead e uma nova banda chamada Brand New.
Leslie: O que você gosta de ouvir atualmente?
Shaun: Tem tanta música diferente do que fazemos. É isso que eu quero ouvir. Eu escuto muito menos músicas do nosso gênero do que vocês podem imaginar. A maioria me irrita, soa mais do mesmo, sempre escrevendo sobre punheta ou algo do tipo. É como se voltasse e revertesse a década de 80, onde tocava a merda do Poison e do Motley Crue. Nada contra essas bandas, só é algo que eu não gosto de fazer. Mas se é isso que eles querem fazer, legal, que façam. Eu prefiro coisas mais substanciais. Eu escuto bandas alternativas, Folk Rock, cantores e compositores. Ray LaMontagne é um dos meus preferidos agora. E honestamente, o "novo rock'n roll", a música que irrita os seus pais, agora é o Hip Hop. Por mais que eu lute contra isso e diga "Eu nunca vou escutar isso", eu acho o Lil Wayne um cara engraçado e esperto. Suas letras são realmente interessantes e criativas. Hoje em dia eu sou influenciado por tudo, eu escuto de tudo. É curioso você poder misturar todos os gêneros, como se fosse uma panela, e tirar uma música dela. Então é isso que me inspira agora. Não é mais, apenas um músico.
Shaun: Tem tanta música diferente do que fazemos. É isso que eu quero ouvir. Eu escuto muito menos músicas do nosso gênero do que vocês podem imaginar. A maioria me irrita, soa mais do mesmo, sempre escrevendo sobre punheta ou algo do tipo. É como se voltasse e revertesse a década de 80, onde tocava a merda do Poison e do Motley Crue. Nada contra essas bandas, só é algo que eu não gosto de fazer. Mas se é isso que eles querem fazer, legal, que façam. Eu prefiro coisas mais substanciais. Eu escuto bandas alternativas, Folk Rock, cantores e compositores. Ray LaMontagne é um dos meus preferidos agora. E honestamente, o "novo rock'n roll", a música que irrita os seus pais, agora é o Hip Hop. Por mais que eu lute contra isso e diga "Eu nunca vou escutar isso", eu acho o Lil Wayne um cara engraçado e esperto. Suas letras são realmente interessantes e criativas. Hoje em dia eu sou influenciado por tudo, eu escuto de tudo. É curioso você poder misturar todos os gêneros, como se fosse uma panela, e tirar uma música dela. Então é isso que me inspira agora. Não é mais, apenas um músico.
Leslie: Você se lembra qual foi o primeiro astro do rock que você conheceu?
Shaun: O primeiro que eu lembro que me surpreendeu foi quando conheci o Dave Grohl. Eu pensava "Puta merda, o Dave Grohl tá falando comigo... sem chance", "Eu vou tomar um gole do seu Jack Daniels, vou até parar de fumar. Mas vou levá-lo". Eu era um garoto e o cara foi super legal comigo. Eu conheci tantos outros que não são legais. Acho que o primeiro que eu realmente conheci foi o Chris Cornell, enquanto ele passeava como Audioslave. E o Tom Morello, que na hora eu não soube o que dizer porque eu estava, tipo "Oh Meu Deus, é o Tom Morello.
Você sabe, eu era um garoto da África, que provavelmente não deveria estar em uma banda, então imagina como eu fico quando as vezes estou no quarto do hotel, sabendo que esses músicos estão passando pelo corredor? Mas sim, foi o Audioslave e logo em seguida o Dave Grohl. Eu era apenas um garoto e ele um cara super legal, simpático, entusiasmado. E ver um cara que já passou por tudo que ele passou, conseguir sair de cabeça erguida, é muito gratificante. Ele é o cara mais legal do mundo.
Você sabe, eu era um garoto da África, que provavelmente não deveria estar em uma banda, então imagina como eu fico quando as vezes estou no quarto do hotel, sabendo que esses músicos estão passando pelo corredor? Mas sim, foi o Audioslave e logo em seguida o Dave Grohl. Eu era apenas um garoto e ele um cara super legal, simpático, entusiasmado. E ver um cara que já passou por tudo que ele passou, conseguir sair de cabeça erguida, é muito gratificante. Ele é o cara mais legal do mundo.
FONTE: Glide Magazine





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